Era mesmo mesmo Isto que nos faltava, não haja dúvida! Soares como Presidente da República novamente é algo que entra não ainda nesta minha cabeça.. como é que pode sequer passar pela cabeça de alguém sugerir tal coisa?! Fala-se do "Sr." que tem tido alguns dos mais "brilhantes" comentários já vistos em Portugal, desde um "Se Kerry ganhar, o mundo conhecerá a paz logo no dia seguinte!" ou mais recente, mais precisamente dia 7 de Julho "Mais do que ver os atentados é preciso tentar compreender o que está na sua origem, o sofrimento que os leva a serem terroristas.." (Ambas as citações são feitas de cabeça por isso desculpem, mas não são literais) para além de outros vários exemplos - entre os que eu tenho e o João provavelmente daria para encher uma "página" do blog.
Inacreditável existir uma tal candidatura e pior ainda, uma grande probabilidade das massas se deixarem levar e termos tal pessoa como Presidente da República, como se isto não andasse já mau que chegasse!
segunda-feira, agosto 29, 2005
Interna e RI - O regresso?!
Isto de se manter não sei quantos blogs é algo a dar para o complicado, em especial quando os donos desses blogs se vão metendo noutros projectos. Para contrariar isto, apesar de ainda não ter falado com o João sobre isto, penso que um regresso e manutenção do Interna e RI é algo que se pode bem tentar (Até porque boa critica política é algo de muito natural no João).
Vão comentando com o que pensam!
Vão comentando com o que pensam!
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
5 medidas para o XVII Governo
- Fim do sigilo bancário
- Fim das progressões automáticas na Função Pública que inflacionam a massa salarial da mesma, muito mais do que os aumentos
- Aumento para 2% do PIB em I&D (e não apenas 1%...não devemos quer estar na média europeia, devemos quer estar acima dela)
- Orçamento plurianual para os principais ministérios do Estado
- Fim das SCUT
- Fim das progressões automáticas na Função Pública que inflacionam a massa salarial da mesma, muito mais do que os aumentos
- Aumento para 2% do PIB em I&D (e não apenas 1%...não devemos quer estar na média europeia, devemos quer estar acima dela)
- Orçamento plurianual para os principais ministérios do Estado
- Fim das SCUT
Como medir a prestação de um Governo?
Por 3 ou 4 dados, que vou aqui guardar neste post para o dia 20 de fevereiro de 2006 ver como estão.
- Défice e Dívida Pública: 4,5 e 63% do PIB.
- Desemprego: 7% da população activa
- Cresimento previsto para o próximo ano: 2%
- Redução do peso da Adm. Pública no OGE do próximo ano: 48%
- Défice e Dívida Pública: 4,5 e 63% do PIB.
- Desemprego: 7% da população activa
- Cresimento previsto para o próximo ano: 2%
- Redução do peso da Adm. Pública no OGE do próximo ano: 48%
Balanço da Campanha II
Curioso será ver o que fará o Bloco de Esquerda (com o seu eleitorado de protesto) com 8 deputados que não servem para nada que o PS não queira. Sem grandes custos eleitorais para o centro político que decidiu estas eleições, José Sócrates, perante as propostas do BE pode limitar-se a sorrir e a dizer: "Vocês até são um partido simpático, mas isso agora não é possível". Ou seja vai existir o Bloco que o PS deixar. A ver vamos se o BE não cresceu demais para o seu próposito. A ver vamos se daqui a quatro anos eles elegem os mesmos deputados. O PCP beneficiou de o seu secretário-geral ser pela primeira vez uma figura simpática para todos, centro-direita incluído. O reforço da votação no PCP deve-se a Jerónimo de Sousa, um dos vencedores claros destas eleições. O CDS foi arrastado pelo epifenómeno Santana. Se calhar, bem vistas as coisas, teria sido melhor para eles recusar a Durão a continuação da coligação governamental, se este saísse. Mas o CDS, que no meu entender soube muito bem gerir este final de governo, fez essa opção. Pagou-a ontem. E Paulo Portas não vai para casa. Até 2009, ele imitará Marcelo e verá Cristo descer à Terra, para se recandidatar.
Balanço da Campanha I
Não me irão ver, naturalmente, contra a decisão do Povo. Não concordo com ela, mas - até pelos números brutos de votos - respeito-a na íntrega. Não creio que esta tenha sido uma grande vitória do PS, por mérito próprio. Esta vitória e, designadamente, esta maioria absoluta, aconteceram porque o governo que era sufragado foi, basicamente, um mau Governo. Sem entrar no "O-Santana-esse-mau-que-só-fez-mal-ao-povo", este governo (que teve a imprensa mais hostil desde do final do Cavaquismo) foi um mau governo. Entre aquelas mentes iluminadas de Rui Gomes da Silva e companhia limitada, ninguém avisou Santana que mais do que os ataques de Marcelo, ou mais que as trapalhadas protocolares estava uma coisa em cima das preocupações: Falar aos desempregados. O Expresso lembrou bem na sexta-feira que os governos são reeleitos quando criam mais emprego e são afastados quando o desemprego cresce. É óbvio que eu podia estar a escrever com outra moral, se tivesse votado em branco, mas não votei. Votei PSD porque, no meu pequeno contributo, era o melhor dos votos que eu tinha para impedir a maioria do PS. Porque eu não queria reeleger Santana, disse-o e pensei-o quando mudei o meu sentido de voto. São muitos preocupantes algumas propostas do PS. Veremos. A partir de hoje, este tem de deixar de ser o governo do PS para passar a ser o Governo do País. Que seja bem sucedido. Que me dê razões para eu votar numa reeleição. Era muito bom sinal.
domingo, fevereiro 20, 2005
Mal Menor!
Esclareço já - Este é um post meramente opinativo:
A meu ver, opinião partilhada por um ou outro amigo meu com quem falei, estas foram umas legislativas em que se procurávamos eleger o Mal Menor para liderar um próximo governo. Há quem tenha votado PS, quem tenha votado PSD, torno o meu voto público: votei PSD. Votei no PSD sem acreditar no "projecto Santana Lopes", mas por considerá-lo o menos mau e mais capaz entre todos.
É o que considero que foi eleito hoje porque não reconheço competência a José Sócrates, espero vir a reconhecer, mas por agora, pelo que defendeu durante a campanha e pela forma como o fez e pela sua prestação enquanto Ministro do Ambiente, não.
Não vejo também em Pedro Santana Lopes um bom Primeiro Ministro, apesar de conseguir ver o que de bom e o de mau fez nos poucos meses que durou o seu governo e ser da opinião que não deve ficar rotulado devido ao reduzido tempo em que governou.
A meu ver, opinião partilhada por um ou outro amigo meu com quem falei, estas foram umas legislativas em que se procurávamos eleger o Mal Menor para liderar um próximo governo. Há quem tenha votado PS, quem tenha votado PSD, torno o meu voto público: votei PSD. Votei no PSD sem acreditar no "projecto Santana Lopes", mas por considerá-lo o menos mau e mais capaz entre todos.
É o que considero que foi eleito hoje porque não reconheço competência a José Sócrates, espero vir a reconhecer, mas por agora, pelo que defendeu durante a campanha e pela forma como o fez e pela sua prestação enquanto Ministro do Ambiente, não.
Não vejo também em Pedro Santana Lopes um bom Primeiro Ministro, apesar de conseguir ver o que de bom e o de mau fez nos poucos meses que durou o seu governo e ser da opinião que não deve ficar rotulado devido ao reduzido tempo em que governou.
Estabilidade governamental para agora?!
Segundo as previsões o PS ganha hoje com maioria absoluta, nada que não fosse já sabido e que o meu colega de blog não tenha previsto num outro blog seu.
Perante este resultado uma pergunta se coloca: Atingirá o governo hoje eleito a estabilidade governamental que nos últimos anos tem faltado ao país?! Ou será que as próximas Legislativas serão bem antes de daqui por 4 anos?!
A minha opinião, contrária da do João, é que se atingirá a almejada estabilidade. O que eu penso é que Sócrates não fugirá como fez António Guterres ou que um futuro Presidente da República não deporá o governo hoje eleito, Jorge Sampaio até ao fim do seu mandato não o fará de certeza absoluta, penso que um novo Presidente não colocará sequer essa questão, normal funcionamento das Instituições à parte.
Sem contar com preferências ou voto pessoal, espero muito sinceramente que sim, que essa estabilidade governamental seja agora atingida com o hoje eleito porque Portugal bem precisa disso.
Perante este resultado uma pergunta se coloca: Atingirá o governo hoje eleito a estabilidade governamental que nos últimos anos tem faltado ao país?! Ou será que as próximas Legislativas serão bem antes de daqui por 4 anos?!
A minha opinião, contrária da do João, é que se atingirá a almejada estabilidade. O que eu penso é que Sócrates não fugirá como fez António Guterres ou que um futuro Presidente da República não deporá o governo hoje eleito, Jorge Sampaio até ao fim do seu mandato não o fará de certeza absoluta, penso que um novo Presidente não colocará sequer essa questão, normal funcionamento das Instituições à parte.
Sem contar com preferências ou voto pessoal, espero muito sinceramente que sim, que essa estabilidade governamental seja agora atingida com o hoje eleito porque Portugal bem precisa disso.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
O Debate!
Acabou há minutos (começo a escrever às 22h30 +-) o debate entre os dois principais e únicos verdadeiros candidatos a formarem Governo, de que aliás penso que se tem falado a mais na pré-campanha! O que sublinho?!
Que o debate começou pelo tema da vida pessoal dos candidatos a propósito dos boatos que têm surgido acerca da vida privada do Eng. José Sócrates com um apontar de dedo de José Sócrates a Pedro Santana Lopes acusando-o de ser responsável de lançar os boatos na praça pública. Santana Lopes respondeu não ter qualquer responsabilidade em tal assunto e que o acha completamente irrelevante, mas sublinhando que não deixa de debater certos e determinados temas só porque possa estar relacionado com a vida pessoal de outro qualquer candidato a Primeiro Ministro. - Inutilidades a meu ver! É algo que é debatido a mais e sem qualquer relevância para a vida política de Portugal. Muito francamente não vi, nem deixei de ver no discurso de Santana Lopes até hoje as insinuações sobre a sexualidade de José Sócrates, mas acho-o uma perda de tempo e um absurdo.
Tema: Reformas - Sócrates afirma em linhas gerais que a reconversão com o salário minimo nacional demorará tempo a mais, que o seu governo se propõe a tomar medidas para que a pobreza na Terceira Idade seja diminuida. Santana por seu turno defendeu a reconversão com o salário minimo que está a ser feita. Tempo de reforma aos 65 anos (ou até aos 68 anos) para os que têm menos de 35 anos actualmente, para os que têm actualmente mais de 35 anos tal será apenas opcional reitera Santana. Sócrates diz que é preciso criar as condições para que as pessoas continuem mais activas mesmo nas idades mais avançadas.
Tema: Salários da Função Pública - Sócrates diz que um ser governo não congelará o aumento dos salários como o governo cessante fez. Santana afirmou que o seu governo encontra-se agora em condições para aumentar salários já no próximo orçamento também.
Tema: Emprego - Sócrates defendeu que conseguirá atribuir os postos de emprego que o governo de Santana perdeu. Santana que o governo financiará no máximo de 75% os estágios de 75.000 recém-licenciados e jovens desempregados até 25 anos.
Tema: Política ambiental - Não houve tempo para implementar a co-inceneração no seu total defende Sócrates. Santana mantém a política do governo cessante que encabeça.
Em declarações finais Sócrates diz "Acredito em Portugal!", Santana diz que "Os portugueses contam comigo, espero contar com os portugueses!".
O que penso do que vi (idealismos pessoais à parte e falando mal dos dois)?
Sócrates foi o verdadeiro político, ou seja, prometeu, dizendo que não promete mas que estabelece objectivos, coisas que não deveria prometer porque não são concretizáveis sem acarretarem algumas consequências (que se "esquece" de mencionar).
Já Santana Lopes faz as coisas parecerem muito melhor (bem demais de repente, diga-se) a partir da vigência do próximo governo PSD, caso este ganhe.
Que o debate começou pelo tema da vida pessoal dos candidatos a propósito dos boatos que têm surgido acerca da vida privada do Eng. José Sócrates com um apontar de dedo de José Sócrates a Pedro Santana Lopes acusando-o de ser responsável de lançar os boatos na praça pública. Santana Lopes respondeu não ter qualquer responsabilidade em tal assunto e que o acha completamente irrelevante, mas sublinhando que não deixa de debater certos e determinados temas só porque possa estar relacionado com a vida pessoal de outro qualquer candidato a Primeiro Ministro. - Inutilidades a meu ver! É algo que é debatido a mais e sem qualquer relevância para a vida política de Portugal. Muito francamente não vi, nem deixei de ver no discurso de Santana Lopes até hoje as insinuações sobre a sexualidade de José Sócrates, mas acho-o uma perda de tempo e um absurdo.
Tema: Reformas - Sócrates afirma em linhas gerais que a reconversão com o salário minimo nacional demorará tempo a mais, que o seu governo se propõe a tomar medidas para que a pobreza na Terceira Idade seja diminuida. Santana por seu turno defendeu a reconversão com o salário minimo que está a ser feita. Tempo de reforma aos 65 anos (ou até aos 68 anos) para os que têm menos de 35 anos actualmente, para os que têm actualmente mais de 35 anos tal será apenas opcional reitera Santana. Sócrates diz que é preciso criar as condições para que as pessoas continuem mais activas mesmo nas idades mais avançadas.
Tema: Salários da Função Pública - Sócrates diz que um ser governo não congelará o aumento dos salários como o governo cessante fez. Santana afirmou que o seu governo encontra-se agora em condições para aumentar salários já no próximo orçamento também.
Tema: Emprego - Sócrates defendeu que conseguirá atribuir os postos de emprego que o governo de Santana perdeu. Santana que o governo financiará no máximo de 75% os estágios de 75.000 recém-licenciados e jovens desempregados até 25 anos.
Tema: Política ambiental - Não houve tempo para implementar a co-inceneração no seu total defende Sócrates. Santana mantém a política do governo cessante que encabeça.
Em declarações finais Sócrates diz "Acredito em Portugal!", Santana diz que "Os portugueses contam comigo, espero contar com os portugueses!".
O que penso do que vi (idealismos pessoais à parte e falando mal dos dois)?
Sócrates foi o verdadeiro político, ou seja, prometeu, dizendo que não promete mas que estabelece objectivos, coisas que não deveria prometer porque não são concretizáveis sem acarretarem algumas consequências (que se "esquece" de mencionar).
Já Santana Lopes faz as coisas parecerem muito melhor (bem demais de repente, diga-se) a partir da vigência do próximo governo PSD, caso este ganhe.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Portugal a Caminho de Eleições - XIII
O verdadeiro "choque" tecnológico
No começo deste período eleitoral mandei e-mails para os 6 principais partidos a pedir informações sobre programas e candidatos. Recibos de leitura: 1 (PS). Respostas: 0.
No começo deste período eleitoral mandei e-mails para os 6 principais partidos a pedir informações sobre programas e candidatos. Recibos de leitura: 1 (PS). Respostas: 0.
Portugal a Caminho de Eleições - XIII
O verdadeiro "choque" tecnológico
No começo deste período eleitoral mandei e-mails para os 6 principais partidos a pedir informações sobre programas e candidatos. Recibos de leitura: 1 (PS). Respostas: 0.
No começo deste período eleitoral mandei e-mails para os 6 principais partidos a pedir informações sobre programas e candidatos. Recibos de leitura: 1 (PS). Respostas: 0.
Portugal a Caminho de Eleições - XII
Os debates da RTP
Tenho visto os debates sectoriais na RTP e se no debate da Saúde confirmei que os principais partidos têm bons nomes para essa área (a excepção é o PCP com Bernandino Soares) - inclusive João Semedo, do BE (não concordo com muitas coisas que ele diz, mas é, se calhar, o melhor rosto do BE que até hoje apareceu em termos de coerência) e que tanto Luís Filipe Pereira (o melhor ministro da saúde dos últimos anos) como António Correia de Campos (o potencial ministro do PS que mais gosto, pessoalmente) têm o bom senso suficiente para darem bons ministros, já na Educação o debate foi de uma pobreza extrema. Desde Guilherme d'Oliveira Martins (que faz lembrar o Iordanov no Sporting, por fazer todos os lugares de ministro que seja possível) até um senhor do PSD que não me recordo o nome de tão mau que foi, vê-se que não é aí que o novo poder vai fazer a diferença. Por exemplo, não consegui perceber porque raio é que um estudante de Medicina têm de pagar o mesmo que um de Direito. Ou sequer que propostas em concreto, para além dos lugares comuns, cada partido têm para o Básico e o Secundário. Mas eu devo andar a ouvir mal...
Tenho visto os debates sectoriais na RTP e se no debate da Saúde confirmei que os principais partidos têm bons nomes para essa área (a excepção é o PCP com Bernandino Soares) - inclusive João Semedo, do BE (não concordo com muitas coisas que ele diz, mas é, se calhar, o melhor rosto do BE que até hoje apareceu em termos de coerência) e que tanto Luís Filipe Pereira (o melhor ministro da saúde dos últimos anos) como António Correia de Campos (o potencial ministro do PS que mais gosto, pessoalmente) têm o bom senso suficiente para darem bons ministros, já na Educação o debate foi de uma pobreza extrema. Desde Guilherme d'Oliveira Martins (que faz lembrar o Iordanov no Sporting, por fazer todos os lugares de ministro que seja possível) até um senhor do PSD que não me recordo o nome de tão mau que foi, vê-se que não é aí que o novo poder vai fazer a diferença. Por exemplo, não consegui perceber porque raio é que um estudante de Medicina têm de pagar o mesmo que um de Direito. Ou sequer que propostas em concreto, para além dos lugares comuns, cada partido têm para o Básico e o Secundário. Mas eu devo andar a ouvir mal...
Portugal a Caminho de Eleições - XI
O número de funcionários na Função Pública
Fazendo um pequeno estudo, com números especulativos (porque não há fontes certas para o ano de 2005) avançados na imprensa sobre os custos com a massa salarial da Função Pública, chego à conclusão que se podia, com um pequeno custo social (que seria suportado pelo Ministério da Segurança Social, através do fundo de desemprego) num universo tão grande, poupar até 800 milhões de €uros com essa massa salarial e ainda aumentar 3% ao ano os funcionários públicos, até ao final da Legislatura que aí vem. Para a melhor compreensão deste estudo, é preciso compreender que defendo o fim total de um mecanismo retrógado e quase patético, que não deverá existir em mais nenhuma Administração Pública que se queira a funcionar bem que é o mecanismo de "progressão automática nas carreiras". Isso não funciona na iniciativa privada, não faz nenhum sentido que as progressões na carreira sejam automáticas. Se um funcionário é promovido, devo-o ser por mérito, por exclência e não por que cumpriu um determinado tempo como funcionário público, por exemplo. Assim, de acordo com as estimativas para este ano, a massa salarial da Função Pública para 2005 será de 19,5 Biliões de €uros. Refira-se ainda que este estudo tem a premissa de existirem exactamente 700 000 funcionários públicos, o que é naturalmente falso, mas é uma base mais ou menos fiável de trabalho. Com base nisto, o Estado gastaria em massa salarial uma média de 27850 €uros por ano com cada funcionário em 2005. O objectivo para 2006 seria de reduzir em 200 milhões de €uros a massa global da FP, para 19.3 Biliões de €uros. Com o aumento de 3%, a média passaria de 27850 para 28685 €/ano. O custo desse aumento será suportado por um corte no número global de funcionários de 700000 para 670000, o que é perfeitamente alcansável com um número de despedimentos relativamente baixo (cerca de, no máximo, 3000 num universo de 700000) já que poderão em 2005 passar à reforma mais do que que estes 30000 funcionários (com base nas previsões até ao máximo de 45000 poderão passar), dando até uma margem para alguma renovação que se deseja na função pública. Para 2007, a massa global seria reduzida em 300 milhões de €uros (para 19 Biliões de €uros), para um aumento de 1290 €/ano/trabalhador. Seria preciso reduzir de 670 000 para 620 000 (aí, com mais despedimentos, cerca de 5000, considerando que 45000 poderão passar à reforma). No ano de 2008 estaria completa esta mini-reforma, pondo alguns serviços (e aí, deixando de recorrer a despedimentos) na esfera meramente privada, cujo Estado não necessita para reduzir o nºs de funcionários de 620 000 para 550 000, a massa individual aumentaria para 30430 €/ano/trabalhador e a massa global seria reduzida para 18,7 Biliões de €uros até ao final da Legislatura (considera-se Final de 2008). Para esta "velocidade cruzeiro" se alcançar, seria necessário para além dos 45000 que passariam à reforma nesse ano, cortar mais 25000 empregos, nas tais transferências para a esfera privada de organismos públicos, o que certamente é facilmente alcançado num universo de 700 000 funcionários e muitos organismos que não fazem sentido nenhum na esfera do Estado. Com isto, chegaríamos ao final de 2008 com menos 150 000 funcionários públicos, um Estado mais magro, os funcionários que se mantinham ganhariam no final da Legislatura mais 9,3% do que no seu início e com a transferência de 10000 para o mercado privado de emprego. E como gerir estes 10000 despedimentos? É simples. Criar uma regra social de gestão que estes dispensados só o poderiam ser em "boa idade de emprego". Ou seja, que ainda fossem válidos para o mercado de trabalho. Mero exemplo, que tivessem menos de 35 anos, porque ninguém no seu perfeito juízo quer despedir pessoas com 40 ou 50 anos - ou mal qualificadas - que já não têm hipotese de emprego na iniciativa privada. A isto chama-se gestão. O PS quer reduzir a função pública para um número de funcionários parecido com este, mas é pura demagogia, porque como disse num post anterior, não vai um licenciado em Direito para jardineiro. Mas também é verdade que este exercício teórico tem custos políticos muito graves. È verdade que é muito díficil dizer aos funcionários públicos: "olhe, vai ganhar mais 9% em 3 anos, mas o seu colega do lado não está a produzir e vai ter de sair daqui". É verdade que não há coragem para fazer medidas como estas em Portugal. Mas também é verdade que por cada ano que elas não forem feitas, é só mais um ano que a adiamos, porque são inevitáveis.
Fazendo um pequeno estudo, com números especulativos (porque não há fontes certas para o ano de 2005) avançados na imprensa sobre os custos com a massa salarial da Função Pública, chego à conclusão que se podia, com um pequeno custo social (que seria suportado pelo Ministério da Segurança Social, através do fundo de desemprego) num universo tão grande, poupar até 800 milhões de €uros com essa massa salarial e ainda aumentar 3% ao ano os funcionários públicos, até ao final da Legislatura que aí vem. Para a melhor compreensão deste estudo, é preciso compreender que defendo o fim total de um mecanismo retrógado e quase patético, que não deverá existir em mais nenhuma Administração Pública que se queira a funcionar bem que é o mecanismo de "progressão automática nas carreiras". Isso não funciona na iniciativa privada, não faz nenhum sentido que as progressões na carreira sejam automáticas. Se um funcionário é promovido, devo-o ser por mérito, por exclência e não por que cumpriu um determinado tempo como funcionário público, por exemplo. Assim, de acordo com as estimativas para este ano, a massa salarial da Função Pública para 2005 será de 19,5 Biliões de €uros. Refira-se ainda que este estudo tem a premissa de existirem exactamente 700 000 funcionários públicos, o que é naturalmente falso, mas é uma base mais ou menos fiável de trabalho. Com base nisto, o Estado gastaria em massa salarial uma média de 27850 €uros por ano com cada funcionário em 2005. O objectivo para 2006 seria de reduzir em 200 milhões de €uros a massa global da FP, para 19.3 Biliões de €uros. Com o aumento de 3%, a média passaria de 27850 para 28685 €/ano. O custo desse aumento será suportado por um corte no número global de funcionários de 700000 para 670000, o que é perfeitamente alcansável com um número de despedimentos relativamente baixo (cerca de, no máximo, 3000 num universo de 700000) já que poderão em 2005 passar à reforma mais do que que estes 30000 funcionários (com base nas previsões até ao máximo de 45000 poderão passar), dando até uma margem para alguma renovação que se deseja na função pública. Para 2007, a massa global seria reduzida em 300 milhões de €uros (para 19 Biliões de €uros), para um aumento de 1290 €/ano/trabalhador. Seria preciso reduzir de 670 000 para 620 000 (aí, com mais despedimentos, cerca de 5000, considerando que 45000 poderão passar à reforma). No ano de 2008 estaria completa esta mini-reforma, pondo alguns serviços (e aí, deixando de recorrer a despedimentos) na esfera meramente privada, cujo Estado não necessita para reduzir o nºs de funcionários de 620 000 para 550 000, a massa individual aumentaria para 30430 €/ano/trabalhador e a massa global seria reduzida para 18,7 Biliões de €uros até ao final da Legislatura (considera-se Final de 2008). Para esta "velocidade cruzeiro" se alcançar, seria necessário para além dos 45000 que passariam à reforma nesse ano, cortar mais 25000 empregos, nas tais transferências para a esfera privada de organismos públicos, o que certamente é facilmente alcançado num universo de 700 000 funcionários e muitos organismos que não fazem sentido nenhum na esfera do Estado. Com isto, chegaríamos ao final de 2008 com menos 150 000 funcionários públicos, um Estado mais magro, os funcionários que se mantinham ganhariam no final da Legislatura mais 9,3% do que no seu início e com a transferência de 10000 para o mercado privado de emprego. E como gerir estes 10000 despedimentos? É simples. Criar uma regra social de gestão que estes dispensados só o poderiam ser em "boa idade de emprego". Ou seja, que ainda fossem válidos para o mercado de trabalho. Mero exemplo, que tivessem menos de 35 anos, porque ninguém no seu perfeito juízo quer despedir pessoas com 40 ou 50 anos - ou mal qualificadas - que já não têm hipotese de emprego na iniciativa privada. A isto chama-se gestão. O PS quer reduzir a função pública para um número de funcionários parecido com este, mas é pura demagogia, porque como disse num post anterior, não vai um licenciado em Direito para jardineiro. Mas também é verdade que este exercício teórico tem custos políticos muito graves. È verdade que é muito díficil dizer aos funcionários públicos: "olhe, vai ganhar mais 9% em 3 anos, mas o seu colega do lado não está a produzir e vai ter de sair daqui". É verdade que não há coragem para fazer medidas como estas em Portugal. Mas também é verdade que por cada ano que elas não forem feitas, é só mais um ano que a adiamos, porque são inevitáveis.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
Portugal a Caminho de Eleições - X
Ideia interessante
A que o Sapo teve em convidar os quatro líderes para cada um ter um blog. Aqui ficam os links:
Pedro Santana Lopes
José Sócrates
Paulo Portas
Jerónimo de Sousa
A que o Sapo teve em convidar os quatro líderes para cada um ter um blog. Aqui ficam os links:
Pedro Santana Lopes
José Sócrates
Paulo Portas
Jerónimo de Sousa
domingo, janeiro 23, 2005
Portugal a Caminho de Eleições - IX
A proposta de Sócrates em que o PS defende que por cada dois reformados entre um jovem licenciado na F.Pública, quererá dizer que se dois jardineiros do Ministério da Adm. Interna se reformarem, um jovem licenciado em (por ex.) Direito irá substituir-los? Parece-me bem. O que o PS não quer dizer antes das eleições é que são mesmo precisos despedimentos na Função Pública. Com números que eu avançarei no próximo post, num pequeno estudo que fiz sobre a matéria. Será apenas uma estimativa, mas pode mesmo resultar. Haja apenas coragem para a aplicar.
sábado, janeiro 22, 2005
O Segundo Mandato de Bush!
George W. Bush iniciou na Quinta-feira o seu segundo mandato enquanto Presidente dos EUA, aqui fica um vislumbre do que possivelmente poderemos presenciar nos próximos 4 anos:
2nd Term!
2nd Term!
Portugal a Caminho de Eleições - VI
O PSL/PPD/PSD/MPT/PPM
Nunca, na história democrática portuguesa o Partido Social Democrata partiu em tão clara desvantagem para umas Eleições Gerais. Agarrado a um líder frouxo, sem cariz para ser Primeiro-Ministro, e delapidado do poder a meio do seu mandato (quando era matriz Barrosista, que os dois primeiros anos seriam para as medidas duras e o 3º e 4º anos da Legislatura para colher os louros das louros das políticas seguidas) pelo Presidente Sampaio, o Partido vê-se numa situação que tem dupla maldade: irá para a oposição, e não estará representado no Parlamento, porque as listas para a Assembleia não são as listas do PSD, mas sim do PSL (chame-se Partido Social Liberal ou Partido do Santana Lopes) já que são mais que muitos os exemplos de lugares elegíveis que eram do PSD e passaram para esse clube de 20 ou 30 pessoas que fazem o círculo próximo do Primeiro-Ministro. Pedro Santana Lopes tem o duplo dom de, com esta medida, se circundar no Parlamento dos seus amigos e de fazer a vida muito díficil ao próximo líder laranja, já que este (como sucedeu com Marcelo Rebelo de Sousa, antes de 1999) não será deputado e não terá ali a sua tribuna de oposição ao governo Socialista (o único potencial líder do PSD que será deputado, porventura, é Luís Marques Mendes) o que pode dificultar a vida ao PSD, mas sobretudo ao Governo-eleito, pois terá uma oposição vinda de fora de um hemiciclo que aos olhos dos portugueses está desacreditado e a quem, no dia-a-dia, ninguém liga nenhuma. Não acreditando eu, que mesmo num cenário de maioria absoluta PS, o próximo governo dure os 4 anos - por incapacidade de Sócrates e da tralha guterrista que em cenário de "empate + 1" (D. Campelo) não acabou a Legislatura, o próximo líder laranja terá de renovar o Partido fora do Parlamento para o preparar para eleições em 2006/2007, onde, num cenário em que o PSL deu lugar ao PSD (numa substituição que pode ser potenciada pela candidatura de Cavaco à Presidência) se dará a alternância democrática rotativista entre Rosa e Laranja que o nosso jogo político propricia. Adende-se a isto que o novo líder não deverá ter Paulo Portas à perna nessas eleições, uma vantagem face a um PS que estará de saída do Poder. Dizia, num comentário, o meu querido colega e amigo José Coelho que o pior PSD será sempre melhor que o PS, ainda para mais este PS. Totalmente de acordo. Mas o problema é que não é o PSD que se apresenta a eleições. É essa massa política de amigos de Santana e fadistas que deixou esquecer o (goste-se ou não - e veja-se que Sócrates é agora - ó ironia - o seu principal defensor) legado do verdadeiro PSD de Manuela Ferreira Leite e Durão Barroso, que, na parte penosa da Legislatura, tentou, ainda que eu não concorde com algumas políticas, estancar o défice e reformar o País. Com isto só posso concluir que o regresso do PSD à vida política pode ser a única tábua de salvação do "centrão" político, que é, goste-se ou não, a única força portuguesa capaz de governar Portugal. Santana não serve, Sócrates também não e o grande vencedor das eleições de daqui a 38 dias será, não tenham dúvidas, o ficar em casa. Vamos a ver se não ultrapassa os 50%, porque isso seria grave para a legitimidade do próximo governo.
Nunca, na história democrática portuguesa o Partido Social Democrata partiu em tão clara desvantagem para umas Eleições Gerais. Agarrado a um líder frouxo, sem cariz para ser Primeiro-Ministro, e delapidado do poder a meio do seu mandato (quando era matriz Barrosista, que os dois primeiros anos seriam para as medidas duras e o 3º e 4º anos da Legislatura para colher os louros das louros das políticas seguidas) pelo Presidente Sampaio, o Partido vê-se numa situação que tem dupla maldade: irá para a oposição, e não estará representado no Parlamento, porque as listas para a Assembleia não são as listas do PSD, mas sim do PSL (chame-se Partido Social Liberal ou Partido do Santana Lopes) já que são mais que muitos os exemplos de lugares elegíveis que eram do PSD e passaram para esse clube de 20 ou 30 pessoas que fazem o círculo próximo do Primeiro-Ministro. Pedro Santana Lopes tem o duplo dom de, com esta medida, se circundar no Parlamento dos seus amigos e de fazer a vida muito díficil ao próximo líder laranja, já que este (como sucedeu com Marcelo Rebelo de Sousa, antes de 1999) não será deputado e não terá ali a sua tribuna de oposição ao governo Socialista (o único potencial líder do PSD que será deputado, porventura, é Luís Marques Mendes) o que pode dificultar a vida ao PSD, mas sobretudo ao Governo-eleito, pois terá uma oposição vinda de fora de um hemiciclo que aos olhos dos portugueses está desacreditado e a quem, no dia-a-dia, ninguém liga nenhuma. Não acreditando eu, que mesmo num cenário de maioria absoluta PS, o próximo governo dure os 4 anos - por incapacidade de Sócrates e da tralha guterrista que em cenário de "empate + 1" (D. Campelo) não acabou a Legislatura, o próximo líder laranja terá de renovar o Partido fora do Parlamento para o preparar para eleições em 2006/2007, onde, num cenário em que o PSL deu lugar ao PSD (numa substituição que pode ser potenciada pela candidatura de Cavaco à Presidência) se dará a alternância democrática rotativista entre Rosa e Laranja que o nosso jogo político propricia. Adende-se a isto que o novo líder não deverá ter Paulo Portas à perna nessas eleições, uma vantagem face a um PS que estará de saída do Poder. Dizia, num comentário, o meu querido colega e amigo José Coelho que o pior PSD será sempre melhor que o PS, ainda para mais este PS. Totalmente de acordo. Mas o problema é que não é o PSD que se apresenta a eleições. É essa massa política de amigos de Santana e fadistas que deixou esquecer o (goste-se ou não - e veja-se que Sócrates é agora - ó ironia - o seu principal defensor) legado do verdadeiro PSD de Manuela Ferreira Leite e Durão Barroso, que, na parte penosa da Legislatura, tentou, ainda que eu não concorde com algumas políticas, estancar o défice e reformar o País. Com isto só posso concluir que o regresso do PSD à vida política pode ser a única tábua de salvação do "centrão" político, que é, goste-se ou não, a única força portuguesa capaz de governar Portugal. Santana não serve, Sócrates também não e o grande vencedor das eleições de daqui a 38 dias será, não tenham dúvidas, o ficar em casa. Vamos a ver se não ultrapassa os 50%, porque isso seria grave para a legitimidade do próximo governo.
Portugal a Caminho de Eleições - VIII
Notas do dia
- O debate entre os dois candidatos a Primeiro-Ministro vai ser na RTP 2, num programa que costuma começar à 00:00 de um dia de semana (Clube dos Jornalistas) - Audiência Prevista: Zero.
- Diogo Infante ensaiou uma resposta aos boatos que o envolvem, num pé de página da Visão. Foi pior emenda que o soneto. Vale Zero.
- O anterior Primeiro-Ministro tomou posse como Presidente da Comissão Europeia. Relevância televisiva em Portugal? Zero.
- O debate entre os dois candidatos a Primeiro-Ministro vai ser na RTP 2, num programa que costuma começar à 00:00 de um dia de semana (Clube dos Jornalistas) - Audiência Prevista: Zero.
- Diogo Infante ensaiou uma resposta aos boatos que o envolvem, num pé de página da Visão. Foi pior emenda que o soneto. Vale Zero.
- O anterior Primeiro-Ministro tomou posse como Presidente da Comissão Europeia. Relevância televisiva em Portugal? Zero.
Portugal a Caminho de Eleições - VII
O papel fundamental do Bloco
Ajudado pelo magnífico trabalho do Margens de Erro e o seu "poll of polls", e tendo a sondagem mais recente da Eurosondagem para a RR/SIC/Expresso como pano de fundo, cada vez mais se verifica que a maioria absoluta do PS já não depende do centro político mas sim dos votos à sua esquerda. De facto, ao centro o PS já não pode crescer mais (não é crível que o PSD valha menos de 30% e se valer a culpa será do eleitorado à direita, que dará votação a Portas) e neste momento o que separa o PS de uma maioria absoluta é a capacidade ou não de ganhar os votos daqueles que vêem Sócrates como um "Guterres II", sem verdadeiras ideias de esquerda. Com o PCP/PEV a estagnar (Jerónimo de Sousa não é um galvanizador de novos eleitorados) verifica-se, nas várias sondagens que as descidas recentes do PS verificam-se à custa de uma subida do BE. Ou seja, ou há maioria PS ou há "acordo de incidência parlamentar" PS/BE. Nada mau para um grupelho de partidos de extrema-esquerda, que das 10 medidas que considera prioritárias para o país, 3 iriam atirar Portugal para fora do quadro da UE, uma vai contra a vontade popular e das outras 6, o PS já tomou para si metade delas. Neste cenário, do mal o menos, e que venha então a maioria PS. Até porque penso que ela não irá durar os quatro anos, para mal do nosso país.
Ajudado pelo magnífico trabalho do Margens de Erro e o seu "poll of polls", e tendo a sondagem mais recente da Eurosondagem para a RR/SIC/Expresso como pano de fundo, cada vez mais se verifica que a maioria absoluta do PS já não depende do centro político mas sim dos votos à sua esquerda. De facto, ao centro o PS já não pode crescer mais (não é crível que o PSD valha menos de 30% e se valer a culpa será do eleitorado à direita, que dará votação a Portas) e neste momento o que separa o PS de uma maioria absoluta é a capacidade ou não de ganhar os votos daqueles que vêem Sócrates como um "Guterres II", sem verdadeiras ideias de esquerda. Com o PCP/PEV a estagnar (Jerónimo de Sousa não é um galvanizador de novos eleitorados) verifica-se, nas várias sondagens que as descidas recentes do PS verificam-se à custa de uma subida do BE. Ou seja, ou há maioria PS ou há "acordo de incidência parlamentar" PS/BE. Nada mau para um grupelho de partidos de extrema-esquerda, que das 10 medidas que considera prioritárias para o país, 3 iriam atirar Portugal para fora do quadro da UE, uma vai contra a vontade popular e das outras 6, o PS já tomou para si metade delas. Neste cenário, do mal o menos, e que venha então a maioria PS. Até porque penso que ela não irá durar os quatro anos, para mal do nosso país.
Portugal a Caminho de Eleições - V
Hã?
José Sócrates disse hoje que "o objectivo do PS é colocar as pensões mínimas ao nível do limiar da pobreza". Ouvi e não quis acreditar. Primeiro, revela um total desconhecimento (mesmo eu, um leigo, sei o que isso é) do que é o "nível do limiar da pobreza". São 60 doláres, pouco mais de 10 contos. Ora isso, já nós temos. Segundo, revela que o seu objectivo é a tecnocracia pura, apostando em termos tão vagos como "inovação" e "tecnologia", como se isso quissese dizer alguma coisa em Portugal e não as preocupações com os mais pobres, com os pensionistas, como seria timbre da tal "social-democracia nórdica" que ele tanto apregoa. Depois, quando confrontado pelos jornalistas com as suas inacreditáveis declarações, repetiu várias vezes que "limiar de pobreza" era um termo técnico. E, apertado pela imprensa, bateu com a porta do carro, tentado fugir à pergunta. Ora, isto passou paí como 20ª notícia na SIC e RTP (não vejo o jornal da TVI para poder dizer). O que é mais preocupante para a Nação no seu todo? Uns devaneios turísticos de um ministro ou um quase-eleito Primeiro Ministro que diz que "limiar de pobreza é um termo técnico"? Eu cá acho que é a segunda. Mas, se calhar, dá mais audiência a primeira, por estar na moda bater no PSD. Meus amigos que me fazem o favor de ler este blog, podemos estar à beira de "explusar a má moeda", mas vamos entrar num período de uma moeda ainda pior. E, sejamos francos, "má moeda" por "má moeda", deixem lá estar esta, que ainda nos diverte.
José Sócrates disse hoje que "o objectivo do PS é colocar as pensões mínimas ao nível do limiar da pobreza". Ouvi e não quis acreditar. Primeiro, revela um total desconhecimento (mesmo eu, um leigo, sei o que isso é) do que é o "nível do limiar da pobreza". São 60 doláres, pouco mais de 10 contos. Ora isso, já nós temos. Segundo, revela que o seu objectivo é a tecnocracia pura, apostando em termos tão vagos como "inovação" e "tecnologia", como se isso quissese dizer alguma coisa em Portugal e não as preocupações com os mais pobres, com os pensionistas, como seria timbre da tal "social-democracia nórdica" que ele tanto apregoa. Depois, quando confrontado pelos jornalistas com as suas inacreditáveis declarações, repetiu várias vezes que "limiar de pobreza" era um termo técnico. E, apertado pela imprensa, bateu com a porta do carro, tentado fugir à pergunta. Ora, isto passou paí como 20ª notícia na SIC e RTP (não vejo o jornal da TVI para poder dizer). O que é mais preocupante para a Nação no seu todo? Uns devaneios turísticos de um ministro ou um quase-eleito Primeiro Ministro que diz que "limiar de pobreza é um termo técnico"? Eu cá acho que é a segunda. Mas, se calhar, dá mais audiência a primeira, por estar na moda bater no PSD. Meus amigos que me fazem o favor de ler este blog, podemos estar à beira de "explusar a má moeda", mas vamos entrar num período de uma moeda ainda pior. E, sejamos francos, "má moeda" por "má moeda", deixem lá estar esta, que ainda nos diverte.
Subscrever:
Mensagens (Atom)